31/07/2011

Born-1977 Killed-2011

O melhor em mim sempre foram vocês ...


Até um dia...

Acordar todos os dias no silêncio e na falta dele.
Repetir "caminhos" de tristeza e incompreensão.
Presa em mim mesma e pelos que sabem disso...
Condicionalismos...ou invasões psicológicas.
E por muito que te dissesse nunca entenderias... não o sentes.
Eu...
Estou esgotada... de tentar, lutar e voltar a tentar.
Talvez a pior razão seja desejar ser livre quando nunca o poderei ser.
Talvez a pior morte seja aceitar que sejas tu quem deve ser livre de escolher....
A minha liberdade terminará sempre onde começar a tua.
Não magoa estar só mas sim viver nesta solidão acompanhada e sempre tão magoada.
São demasiados pedaços de memórias comprimidos e um aperto no coração que parece ter séculos.
Nada serve de comparação...

E acordo sempre nessa certeza de que o dia se vai repetir...
E....no final do dia.... forço-me a adormecer.
Até o dia em que durma para sempre.

24/07/2011

VAZIO

SE A MORTE NOS É INFLINGIDA PELA FALTA DE TUDO O QUE AMÁMOS...
MORREREMOS MAIS LIVRES OU TOTALMENTE DESAMPARADOS?

Sem proteção


Porque motivo farias tu de deus?
FICARIAS COM A JUSTIÇA?
ASSISTIRIAS CALADO?
SOFRERIAS AO ASSISTIR?
PORQUE MOTIVO FARIAS TU DE DEUS?
SABERIAS PERDOAR?
CONSEGUIRIAS ESQUECER?
DICIDIDIAS QUEM DEVERIA MORRER?
ASSISISTIAS ÀS SUAS MORTES INDIFERENTE?

Eu...
sou apenas uma que desistiu de compreender.
Tb tu conseguirás viver com essa verdade?
Perdeste a tua alma... o teu sentir?
Tb tu nunca saberás o que isso fez de ti?
Até que ponto conseguiste assistir?

Sem ti

O amor é estranho.... a paixão incomplecta.
Apaixonar-se deve ser isso mesmo... perder a razão.
Sem descrição.
As vozes ecoam sem sentido... e a ilusão de estar acompanhada por ti.

Fragmentos

Um olhar à distância...
Memórias misturadas.
Do presente pouco mais resta de mim.

31/10/2010

...

Pior que lutar todos os dias é saber que é inútil.
Pior que trabalhar diáriamente é sentirmo-nos desnecessários.
Pior que amar-mos uma pessoa é saber que ela nunca se aproximará.
Pior que amar-mos alguém que não nos ama é nunca conseguirmos preencher esse vazio.
Pior que uma má memória é não ter nenhuma.
Pior que não ter esperança é esquecer esse conceito.
Pior que a pior verdade é nunca vir a ter a certeza dela.
Pior que admitir que precisamos de ajuda é saber que não há nenhuma possível.
Pior que a morte é a loucura.

10/10/2010

Tempos

Vives em mim.
Cada vez que respiro sinto-te em mim.
A tua voz, a tua face, cada palavra que ficou.
Simbioses.
Vejo em ti reflexos de mim.
Reflexos que nao existiam antes do nos.
Ficaremos assim?
Janelas quebradas no orgulho?
Sem cor?
Fundidos?
Mas a morte ja esta aqui e nao te quero levar comigo.

Por que outro motivo caminhariamos, nos, solenes para a morte, senao pela certeza de que tudo um dia sera perdoado, esquecido?

03/10/2010

Caminhos I

Memorias descritivas...
Cada passo no silencio inexistente.
O olhar os mesmos caminhos sem a memoria do ontem.
Seriam os mesmos passos?
As mesmas batidas?
Conversas paralelas no pensamento...
Passado e presente fundidos.
Resumos.
Mais um cigarro, a mesma esplanada.
Um pedido em silencio e a certeza da compreensao.
Um sorriso no entendimento.
E pergunto-me se realmente gosto disso/ habitos.

08/08/2010

Promessa

18/07/2010

Dedicatória

Por cada sorriso
Por cada verdade calada...
Por cada momento esquecido
Por cada minuto perdido...
Por cada sentimento destruído
Por cada resposta não dada...
Por cada verdade alterada
Por cada desejo
Por cada ausência,
Por cada silêncio não desejado...
Por tudo e por nada.
Por ti.

10/05/2010

...

Posso amar-te para sempre
Perder-me em pensamento
Desejar-te a cada momento.
Posso ficar para sempre
suspensa nesse sentimento sem ti.
Posso permanecer nessa melancolia
ou viver dessa euforia
para sempre.
Irás sentir?

Cartas II

Mais um dia cinzento.
Não sei o que têm os dias cinzentos que me fazem pensar ainda mais em ti.
Talvez seja a melancolia que transportam, dessas tuas palavras que se transformam em mágoa.
Talvez as vozes que me dizem que já não te devia de recordar assim: como se fosse o primeiro dia em que te conheci.
Talvez seja o céu a lembrar-me do fim que tivemos.
nesse céu cinzento consigo recordar os últimos momentos tal como eles foram: cinzentos.
Só esse céu me recorda o nada que fui para ti.
Só esse céu me recorda de mim.

09/03/2010

Cartas-I

Dizemos constantemente:
"Vive o dia como se fosse o último"
Mas a verdade é que raramente o fazemos, pensamos sempre que temos mais um dia, mais uma hora, mais uns minutos...
E nessa pseu-do certeza dizemos sempre um "até logo", um "até amanhã" ou um "até depois"; nunca dizemos um "adeus".

Já tenho mais de 3 décadas de tudo um pouco e já não sei chorar quase nada.
A verdade é que achamos sempre que perdemos alguma coisa quando nem sempre isso é verdade.
E este é apenas mais um dia.
E por isso fica a memória de muitos outros num adeus perpétuo.
E por mais um dia tento escrever várias vezes um fim, até que me apercebo de que um fim será sempre um fim...
E nunca quis dizer adeus,
Hazta.

...

Troca cada lágrima por uma rosa,
Cada saudade por uma orquidea,
Cada insegurança por um cravo,
cada adeus por uma tulipa.
Troca cada grito por um girassol,
cada erro por um lírio
Ou troca cada flor dessas por outras que gostes.
E imagina só que jardim não daria...

Pluralidades

Posso ser tudo, só não posso ser o que não sou.

Rain

No vidro escorre a chuva
das lágrimas que já não caem e cada frase que se perdeu nas lágrimas que caíram.
Não há nada escrito no passado que não fosse um futuro.
No presente...
apenas os ecos continuam.

07/03/2010

30'

Desliga-te de tudo/e/
relembra o último nascer do sol que viste realmente.
Desliga-te de tudo /e/
Ouve o som das gaivotas que passam.
Desliga-te de tudo /e/
Repara nos novos reflexos de luz no rio cinzento.
Desliga-te de tudo /e/
Nada na onda antes que ela páre na areia.
Desliga-te de tudo /e/
Toca a estrela onde te pedi em desejo.
Desliga-te de tudo /e/
imagina as linhas das nossas mãos a tocarem-se.
Desliga-te de tudo /e/
Levita no meu pensamento.

Séculos à parte

Venho de outro século em que
Se odeia a cobardia,
Venho de outro século em que
as pessoas se enfrentam,
se amam,
se detestam,
ou lutam.
Venho de outro século,
de uma época em que
ainda se chorava,
ainda se corava,
ainda se amava
incondicionalmente.
E desse século resta a esperança
de um passado que tantas vezes se repete.
E desse século que nos separa
resta a vontade impertubável
de poder misturar o tempo.